Os 4 Temperamentos – Parte 2

Sanguíneo (QUENTE E ÚMIDO): Esse temperamento vem do elemento ar. São pessoas que se expressam com a intenção de se relacionar e normalmente falam antes de pensar. Não que sejam necessariamente impulsivas, mas é esse o modo como conseguem se orientar no mundo.  São criativas, sociáveis, a serviço do outro. Valorizam e gostam da convivência, da socialização, das conversas.

O lado negativo é que são pessoas que têm dificuldade de decidir entre uma coisa e outra, pois, ao receber os estímulos do mundo exterior, não concentram as informações e nem sempre conseguem devolvê-los com precisão. É o tipo da boa companhia, que não sufoca os interlocutores com seu elemento quente, mas os ajudam a pensar melhor. Normalmente são bem posicionadas em cargos de conselho, não em tomadas de decisão.

Pais sanguíneos são sensíveis, e, como se fossem uma “criança grande”, adoram estar entre elas. Têm muita facilidade de se colocar no lugar das crianças, propor atividades e explorar a natureza. O aspecto negativo é a dificuldade de estabelecer uma ordem, uma rotina. É preciso entender que os filhos não precisam de um “pai amigo”, mas sim de um pai. Na mesma medida em que os pais sanguíneos são exemplos de alegria e bom humor, é importante se esforçar para que transmitam, também, consistência, disciplina e segurança. Uma ideia para pais e filhos é praticar uma arte marcial, para conquistar traços de disciplina no mesmo ambiente.

A pessoa que possui esse temperamento se altera bastante ao longo do tempo. Tendem a ser crianças difíceis, mas se tornam um adulto fácil. Quando menores, são crianças agitadas, malcriadas, não param quietas e estão sempre falando e se intrometendo. Parecem ter TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e estão sempre desafiando os pais. Porém, na vida adulta, conseguem se comunicar e falar bem, interagindo e se expandindo verbalmente.

Perto dos 6 anos de idade, quando já conseguem dominar a fala, são as crianças mais queridas por todos. Não serão os líderes da turma, mas sempre serão convidadas a brincar. Possuem uma liderança passiva, que serve aos demais, graças à sua concepção mais calma sobre a vida, e não por desejar ter razão em tudo, como o colérico.

Para lidar com uma criança sanguínea, é necessário inseri-la em um universo lúdico, e não simplesmente exigir que cumpra uma ordem. Outra atitude importantíssima é instigá-la a refletir sobre as coisas, os sentimentos. Para isso, basta estar próximo e contar-lhe coisas, pedir que fale. É um exercício de paciência, de interiorização, de cuidado, carinho e atenção. É necessário também que os estímulos sejam feitos gradativamente, como se a criança fosse uma bexiga para encher com ar aos poucos; mas, se encher muito de uma vez, explode. Calma e ludicidade são as palavras-chave para atrair e envolver as crianças sanguíneas.

– por Monique Osawa

NA PRÓXIMA SEMANA, FALAREMOS DO MELANCÓLICO…