DISCIPLINA POSITIVA

Olá, queridos pais navegantes e visitantes do nosso site!

Como todos sabem, a paixão do Navegantes é contribuir para a formação de todos os que se aproximam de seus trabalhos. Costumamos dizer que, quando os pais matriculam seu pequeno aqui, na verdade, estão matriculando a família toda.

Dentro da perspectiva da Educação Personalizada, pais e professores são fundamentais, uma vez que os primeiros são os protagonistas da educação de seus filhos e os docentes têm um papel importantíssimo no desenvolvimento da criança em cada uma das 5 dimensões.

Para isso, contamos com o estudo como ferramenta indispensável para esse crescimento.

Participar de bons cursos e palestras é de suma relevância bem como a leitura de bons livros.

Por isso, quero aproveitar esse espaço para partilhar com vocês a leitura de um livro muito bacana: “Disciplina Positiva para crianças de 0 a 3”, de Jane Nelsen, Cheryl Erwin e Roslyn Ann Duffy.

A ideia é apresentar um resumo dos capítulos do livro à medida que vou lendo de forma a encorajar vocês a realizarem a leitura (Pode ser que meu ritmo seja um pouco mais lento do que o seu, pois esse é um dos 4 que estou lendo ao mesmo tempo…).

A primeira ideia que vale a pena destacar é “a importância de uma criação a longo prazo”. Essa é uma pergunta muito comum que costumo fazer aos pais navegantes que iniciam sua jornada conosco: que imagem eles têm de seu filho, que hoje tem alguns meses, em 5 anos? E aqui destaco essas linhas cheias de conteúdo tiradas da leitura: “desde os primeiros momentos da vida de seu filho, as decisões que tomamos como mães e pais vão ajudar a moldar o futuro de nossos filhos”.  De fato, a neurociência já demonstra que as experiências vividas pela criança em seus primeiros anos de vida têm um efeito duradouro na arquitetura de seu cérebro. Como pais, devemos lembrar que especialmente crianças pequenas aprendem imitando os outros ao seu redor. E isso vale não apenas para o que você faz, mas também para o que você acredita. Em outras palavras, as crianças não imitam apenas ações, imitam valores.

Voltando à ideia de “uma criação a longo prazo”, devemos ter em mente que limites são necessários e que são justamente esses limites que fazem a vida dos pais tão confusa…

O livro destaca que “o amor genuíno requer que (os pais) amem seus filhos o suficiente para estabelecer limites sábios, para dizer “não” quando necessário, e para ajudá-los a aprender a viver pacífica e respeitosamente em um mundo repleto de outras pessoas.”

No entanto, esse limite deve ser estabelecido de forma respeitosa, não violenta, buscando entender como a criança se sente e quais são suas necessidades, tudo isso em um tom de voz amável, e isso não é nem um pouco tarefa fácil!

Uma outra ideia nesse capítulo que merece destaque é que, para lidarmos bem com os desafios dos primeiros anos de criação dos filhos, é necessário que pais e mães cuidem-se muito bem de si mesmos. Além disso, os cônjuges devem se lembrar que a relação entre eles é fundamental para a família, portanto, devem investir “o tempo e a energia necessários para manter essa relação forte”. Isso certamente não é egoísmo da sua parte, e seus filhos aprenderão a respeitar e valorizar não somente suas necessidades e sentimentos, mas, também, os de outras pessoas.

Um aspecto que sempre destacamos aqui na escola é a autonomia que buscamos que nossas crianças tenham desde pequenas. E não estamos falando apenas de autonomia física, mas, sobretudo, autonomia emocional. Por isso, vale a pena destacar o ponto sobre o sono que se encontra nesse primeiro capítulo. As autoras destacam, com muita propriedade, que um dos problemas que os pais e mães enfrentam é ajudar seus filhos a criarem um padrão de sono consistente. Para isso, é muito importante que a criança aprenda a adormecer por conta própria o mais cedo possível. Portanto, é fundamental “estabelecer bons hábitos de sono assim que puderem”. O livro tratará concretamente desse assunto no capítulo 13. Porém, para adiantar, partilhamos com vocês umas dicas que estão no livro e que praticamos aqui na escola: estabelecer uma rotina para dormir, criar um ambiente de sono favorável, encorajar as crianças a participarem dos preparativos para dormir – no Navegantes, eles tiram seus sapatinhos, já os organizam, pegam seus itens de apoio emocional, se necessário –, passar a segurança de que você estará por perto, caso ele precise.

Para encerrar o resumo desse capítulo, destaco a frase com a qual concordamos totalmente: “é sempre a relação entre pais e filhos o que mais importa.”

Se nos ocuparmos em criar conexões saudáveis, investir em tempo de qualidade, aprender a conhecer nossos filhos e ter uma “rota de voo” traçada em nossa mente, as chances de sucesso são garantidas.

 

 

Por Alessandra Peres

Diretora Geral e Orientadora Familiar